O poder do design de marcas

13/03/2012, por multiverso

 

Recentemente, Adam Ladd, um designer norte-americano de Cincinatti, Ohio, publicou no YouTube um vídeo em que sua filha, uma menininha de 5 anos de idade, analisa famosas marcas, de relevância mundial (e algumas famosas nos EUA). Os dois minutos e meio de impressões infantis a respeito da imagem das corporações foram suficiente para iniciar um inflamado debate a respeito do poder do design de marcas. O impacto foi tão significativo, que surgiram versões do vídeo, como uma feita na Inglaterra e outra, no Brasil.

A comunidade on-line (neste caso, principalmente formada por profissionais e estudantes das áreas de design, artes, marketing e gestão) vem debatendo para descobrir de quem é o crédito nos exemplos bem-sucedidos (Apple e Chili’s, por exemplo) e de quem é a culpa (nos casos Puma / “Cheetah”). Até onde vai a influência do design? Até onde vai a influência da propaganda e do marketing? Até onde vai a influência do mar de dinheiro investido em algumas destas marcas?

O fato é que o design é sim um ponto crítico na construção de uma marca. Veja o exemplo da Chili’s: entre as marcas apresentadas, é possivelmente a de menos presença na mídia. Em comparação à exposição de marcas como Apple, Puma e Pepsi, a rede de restaurantes pode quase ser tomada como uma desconhecida. Porém, o desenho da marca (aliado ao nome da companhia) é tão inteligente que mesmo uma criança, que mal domina a fala, consegue dizer o nome da empresa e possivelmente identificar o ramo de atuação daquela marca.

Porém, o design não está sozinho nisto. Marcas que obtiveram falhas neste “teste”infantil ainda assim têm uma ótima exposição é uma boa posição no mercado, como é o caso da Sony-Ericsson (que recentemente passou a ser apenas “Sony”), pois possuem planos de marketing bem estruturados, além de muita verba para garantir que a marca seja fixada na mente dos consumidores.

No fim das contas, se a empresa encarar o design como norteador de ações, partindo do projeto da marca, até o alinhamento com estratégias de marketing, passando também por um planejamento de branding, podemos ver marcas diferenciadas, como Apple e Nike, presentes no vídeo e identificáveis (possivelmente) até por um cão. Pois de nada adianta uma bela e inteligente marca sem um serviço ou produto de qualidade.

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